Um livro atravessado por sal, memória e deslocamento.
Em seu terceiro trabalho, Jean Albuquerque constrói uma obra onde o mar não é apenas cenário é presença viva, simbólica e sensorial.
“A ressaca do mar trincou meus ossos”, lançado pelo selo Loitxa Lab, mergulha em um universo onde memória, corpo e paisagem se misturam, criando uma escrita que pulsa entre o íntimo e o coletivo.
O livro se organiza em dois momentos que conduzem a experiência do leitor:
Entre esses dois blocos, a obra constrói um fluxo que atravessa o mar e a cidade, conectando natureza e urbanidade em uma mesma corrente.
A escrita percorre uma série de camadas sensoriais e simbólicas:
As referências dialogam com diferentes linguagens e expressões culturais, dos cânticos de Caymmi à celebração de Martinho da Vila, passando por atmosferas mais contemporâneas como a banda de post-rock: E a terra nunca me pareceu distante.
Tudo se mistura como recorte e influência dentro de um mesmo universo construído com sal e memória.
O mar aqui não é contemplativo. Ele arrasta, desloca, rompe.
Surge como força que marca o corpo e reorganiza a experiência “rede de arrasto”, “oceano marejado de sangue”, imagens que traduzem tensão, beleza e ruptura ao mesmo tempo.
É uma poesia que não busca conforto, mas presença.
O projeto gráfico é assinado por Flávio Grão, reforçando a dimensão visual da obra e ampliando sua experiência como objeto físico.
Texto e estética caminham juntos, mantendo coerência com a proposta sensorial do livro.
Este livro amplia a presença de Jean Albuquerque dentro da literatura independente brasileira, conectando poesia, música e cultura underground em uma mesma linguagem.
Uma obra que se move entre o silêncio e o impacto — como o mar.
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